18 setembro, 2026

São e Salvo

Acho que seria redundante falar sobre a segurança do Japão e compará-la ao que vivenciamos no Brasil. O que vou tentar aqui talvez seja trazer um aspecto do que eu vejo. Descrever sobre como é viver sem a noçao de necessária vigilância constante é saber que você esta em um lugar seguro, e isso ajuda a deixar tudo mais tranquilo. É meio como baixar a guarda, ou talvez como andar no interior de uma cidade pacata, pequena, sem se preocupar muito com o que acontece ao seu redor.

Eu aprendi que aqui que é possivel. Que mesmo em uma grande cidade como Tóquio, é possivel fazer com que seus cidadãos se sintam bem e não sintam medo. Do ponto de vista de quem vive em São Paulo, digo com uma sinceridade triste que pelo menos para mim isso é um diferencial. Ter a sensação de segurança acaba tendo por consequência que se aproveita muito mais a cidade. Eu vejo que posso curtir e ver o que ela tem a oferecer do que eu faria na minha cidade.

Não que seja tudo mil maravilhas. Aqui se tem problemas de furtos, já ouvi mais de um relato, mas parecem ser pontuais num sentido que não é violento, são mais oportunistas. O mais comum são furtos de bicicletas. É uma falacia afirmar que se pode deixar as bicicletas destrancadas, que ninguém irá mexer nelas: o engano se dá no fato que na maioria das vezes a propria bicicleta tem uma trava própria, ou seja eles de fato não prendem as bicicletas em nenhum local como nós fazemos: travando-as em placas de trânsito ou grades. Eles apenas travam suas rodas e isso parece ser suficientemente seguro: só isso para mim já é espantoso, uma vez que no Brasil, ladrões dariam um jeito de levar a bicicleta mesmo com a roda travada, já que não fica presa em nada.

Mas vivem assim: no metrô, ninguém vigia suas mochilas ou bolsas (essas muitas vezes ficam abertas). Pessoas colocam seus pertences em bagageiros superiores e ninguém mexe em nada. O nivel de confiança alheio é tanto que crianças pequenas andam sozinhas no transporte público. No inicio é de se espantar o tamanho dos menores e vi várias situações: algumas poucas crianças, dependendo da viagem, dormem encostadas em adultos: parece ser algo comum. A sensação é de que o senso coletivo cuida de todos. 

Fiquei espantado ao ver que em lanchonetes como a do McDonalds, pessoas deixam seus pertences no lugar onde vão comer para depois irem ao balcão fazer o pedido de comida. Tudo fica lá por 10 minutos as vezes mais sem qualquer supervisão. 

Eu tento muitas vezes garantir que não estou tendo nenhum tipo de complexo de vira lata: tenho orgulho de ser brasileiro, mas não há como negar ou não enaltecer esse tipo de comportamento. Disso eu realmente vou sentir falta do Japão.

13 setembro, 2026

Um Pouco de Planejamento...

A minha aventura em blogar começou relativamente cedo mas houve um hiato. Começei com meus 17, 18 anos fazendo um blog de carros. Nessa época, eu me preocupava mais em escrever para tentar refletir algo que eu gosto bastante até hoje: carros. Mas ao longo dos anos e de minhas responsabilidades de adulto, eu acabei deixando de escrever no blog. 

Agora depois de anos, venho nesse espaço quase como demandando criar algo mais especial para mim mesmo. Um espaço para chamar de meu, o que é esse site. Acho que minha mente precisava se ocupar em algum projeto mais especial. Por isso, eu comecei a fazer o curso de Responsive Web Design Certification do FreeCodeCamp, que esclareceu muitas duvidas que eu tinha nesse tema. 

Apesar de pensar que em pleno 2026 uma IA qualquer poderia fazer com uma instrução genéria em poucos minutos o que eu demorei um mês para aprender, eu acho incrivel ver como as raízes de tudo que esta na Internet continua a ser sustentada pelo HTML.

Isso fomentou minha ideia desse projeto, no qual eu vou deixando sem um compromisso especifico o meu desenvolvimento e algumas atualizações diárias. A ideia, como mencionada é de apenas criar um cantinho meu com temas que eu gostaria de compartilhar com o mundo. Mas, como todo projeto mais ousado, quero meu dominio (que já tenho) e também tentar criar toda a parte do blog de maneira mais independente. 

Neste momento, o blog praticamente se encontra no Blogger, que tem a opção de ter um dominio próprio. Os proximos passos seriam além de procurar uma hospedagem, aprender como editar e subir HTML, as vezes até do CSS se eu conseguir fazer um bom arquivo. E talvez verificar programas que me ajudem mais na função de publicar sem a necessidade de mexer toda vez no código HTML de modo manual. 

04 setembro, 2026

Ter ou não ter?

Em tempos que não se sabe ao certo o que acontecerá com midias físicas, eu acabo voltando meus pensamentos a um tema recorrente que de certo modo fazia com uma certa nostalgia, mas hoje vejo que é uma tendencia: colecionar.

A mesma coisa parece se refletir nos video games, e agora que a galera está tendo uma noção do quão nocivo pode ser você possuir apenas uma licença do jogo e não efetivamente o jogo em sí. Isso demanda a necessidade de assegurar os direitos de eventual detentor de direitos, com regras claras com relação a disponibilidade da licença em questão.

Em minha viagem para o Japão é meio obvio que quero trazer mais colecionáveis para o Brasil. Eu honestamente fiquei muito feliz de ter encontrado um CD do Daft Punk em uma loja de usados.